Meu teatro é feito de gente.
De presença generosa, prazerosa e brincada. Meu teatro é feito da poesia que cria mundos. Mundos que surgem dos gritos internos. Fazê-lo é liberar anjos e demônios.
Meu teatro é feito de corpo e voz vibrantes, coloridos, melódicos. É pulsação, ritmo, energias. É dança.
Fazer teatro é descascar-se, é processo constante de auto-conhecimento. É um caminho de compaixão, fé e paciência.
Fazer teatro é respirar no presente. É lida, coragem, colocar-se inteiro. É jogo com o companheiro. É criança brincando de pega, de roda, de polícia e ladrão. É o jovem desejando embriagar-se, provar sensações, ficar nu, agarrar o mundo. É o senhor contemplando, maturando, apropriado de si mesmo. É ancestralidade visceral, animalesca.
Quero fazê-lo como presente. E encher-me de amor pra transbordar.
Palavras soltas: amor, cuidado, prática, engajamento, disciplina, doação, disponibilidade, limpeza, vazio, silencio, descanso, vida, organicidade, música, pulso, tempo, absurdo, rompantes, relação, missão, objetivos, loucura, parceria, criação, beleza, simplicidade, verdade.
(Exercício de escrever o que acreditamos ser importante ter como práticas teatrais)
Marina Duarte

Nenhum comentário:
Postar um comentário